Infelizmente, não pude ficar pra ver o show do Palmeras na Rebel, no sábado. Só os assisti na sexta, na Bangarang - e foi bastante bom. A festa, pra começar, é dos melhores lugares pra gente tocar hoje em dia graças ao público, que já vem disposto a dançar e aproveitar o som. E eles souberam aproveitar fazendo um baile, emendando uma música na outra sem qualquer intervalo, colocando o povo pra se mexer.
O canibalismo deles faz seu ska engolir uma boa variedade de sons diferentes. Tem bastante coisa latina, mas em uma fase do show aparece uma faceta meio 3rd wave, mais roqueira mesmo. Acho que é quando se ouve mais vocais, já que boa parte das músicas é instrumental. Claro que, pro show render assim, os caras têm que saber tocar. O baterista é realmente muito bom e os metais - sax e trompete - dão uma senhora pressão. Completam a banda um baixista com jeito de passado metaleiro e dois guitarristas bem competentes - me contaram que por lá em Caracas tocam ainda com um percussionista que não pôde vir ao Brasil.
Meu irmão Paulo, baixista do La Bamba, comprou o CD deles (aliás, ainda tá me devendo a grana). Foi gravado em 2005 pra 2006, se não me engano, é independente e bem interessante. Vale procurar os mp3 por aí - dêem uma olhada no site oficial da banda, acho que tem coisas por lá pra baixar.
Interessante também ver como a simples presença de uma atração de fora, mesmo desconhecida por aqui, faz o público se mobilizar. Com o Fast Food Orchestra já tinha sido bem surpreendente, com a Rebel lotadaça numa segunda à noite. Desta vez, tivemos o nosso maior público na Bangarang. E eu pelo menos notei a presença de uma galerinha ali de caras novas na frente do palco cantando nossas músicas - é inevitável, a gente costuma saber quem são aqueles que sabem as letras todas e estão sempre nos shows, mas desta vez vi gente que não reconheci não.
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